Entrevistas Especiais

Aqui estão reunidas 14 entrevistas especiais com reconhecidos pesquisadores brasileiros a respeito de temas importantes da nossa história republicana. 

Projeto realizado durante o ano de 2020 sob a coordenação das professoras Karla Carloni, do Brasil Republicano, e Andréa Casa Nova Maia, do laboratório IMAM - Imagem, Metrópole, Arte e Memória da UFRJ.

A dinâmica política na Primeira República

Claudia Viscardi

Cláudia Maria Ribeiro Viscardi é  professora titular do departamento de História da UFJF, pesquisadora do CNPq e da FAPEMIG.

Publicou  livros como Unidos perderemos: a construção do federalismo republicano brasileiro" (2017); A República revisitada: construção e consolidação do projeto republicano brasileiro (junto com José Almino Alencar) (2016);  e O Teatro das Oligarquias: uma revisão da política do café com leite (2001).

O tema da entrevista é a dinâmica política durante a Primeira República (1889-1930), o federalismo, os conceitos históricos acerca do período e sua relação com as disputas políticas do Brasil contemporâneo. 

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O Pós-Abolição no Brasil

Martha Campos Abreu

Martha é professora  titular do Instituto de História da UFF, foi professora visitante na UNIRIO e é pesquisadora  CNPq . Coordena, com Hebe Matos e Keila Grinberg, o projeto Passados Presentes: memória da escravidão no Brasil

É autora de obras como: Da Senzala ao Palco: canções escravas e racismo nas Américas, 1870-1930 (2017), O Império do Divino: Festas Religiosas e Cultura Popular no Rio de Janeiro, 1830-1900 (1997) e  'Meninas Perdidas': Os Populares e O Cotidiano do Amor No Rio de Janeiro da Belle Époque (1989).

A entrevista é sobre o campo de estudos do pós-abolição no Brasil e os seus  desafios.

Martha Abreu

Mulheres, feminismo e intelectuais na Primeira República

Magali Gouveia Engel

Magali Gouveia Engel é professora Visitante do Programa de Pós-Graduação em História UFBA,  pesquisadora do CNPq e associada da UERJ. Também foi professora da UFF.

É autora de obras como Os delírios da razão: médicos, loucos e hospícios (Rio de Janeiro, 1830-1930) (2001) e Meretrizes e Doutores: Saber Médico e Prostituição No Rio de Janeiro (1840-1890) (1989).

O tema da entrevista é o feminismo negro, a relação entre Lima Barreto e o feminismo na Primeira República e as questões atuais sobre gênero e direitos sociais no Brasil contemporâneo. 

Magali Engel

A República e a Crise de 1920

Marieta de Moraes Ferreira

Marieta de Moraes Ferreira é professora emérita do Instituto de História da UFRJ, pesquisadora sênior do CPDOC, coordenadora do Programa FGV - Ensino Médio e editora executiva da Editora da FGV. É pesquisadora do CNPq e consultora ad-hoc CAPES e da FAPERJ. Foi professora Titular e Diretora do CPDOC/FGV.

É autora de obras como: Usos e abusos da História Oral (1996), Em busca da Idade do Ouro: as elites políticas fluminenses na Primeira República, 1889-1930  (1994), Rio de Janeiro: uma cidade na história (2000) e A História como Ofício – A constituição de um campo disciplinar. (2013).

Conversamos sobre os anos 1920, cultura e política. As artes, a exposição para o centenário da independência, as reformas na cidade do Rio com o arrasamento final do Morro do Castelo, a fundação do Partido Comunista, o centro Dom Vital, a Reação Republicana e seus desdobramentos na Revolução de 30.

Marieta de Moraes Ferreira

A Revolução de 1930 

Lúcia Lippi

Lúcia Maria Lippi Oliveira é pesquisadora e professora associada da FGV. Foi coordenadora de pesquisa e diretora do CPDOC/FGV. É autora de livros como Nós e eles: relações culturais entre brasileiros e imigrantes (2006), A questão nacional na Primeira República (1990) e Elite Intelectual e Debate Político Nos Anos 30, Uma Bibliografia Comentada (1980).

O tema da entrevista é a Revolução de 1930. A natureza do movimento que instaurou o governo de Getúlio Vargas e uma análise do pensamento político brasileiro à época.

Lucia Lippi

O Estado Novo, corporativismo e pensamento autoritário

Angela de Castro Gomes

Angela de Castro Gomes

Angela de Castro Gomes é professora titular de História do Brasil Contemporâneo da UFF, professora visitante sênior da UNIRIO e pesquisadora do CNPq. Foi professora titular e coordenadora de pesquisa do CPDOC/FGV. É autora de obras como Burguesia e Trabalho: política e legislação social no Brasil (1917-1937) (2014), 1964: o golpe que derrubou um presidente, pôs fim ao regime democrático e instituiu a ditadura no Brasil com Jorge Ferreira (2014) e A invenção do Trabalhismo (1988).

O tema da entrevista é o Estado Novo, o caráter autoritário do regime instaurado em novembro de 1937, a estrutura corporativista e a relação do governo com os trabalhadores. 

Anticomunismo no Brasil ontem e hoje

Rodrigo Patto Sá Motta

O professor Rodrigo Patto Sá Motta é professor titular de História Contemporânea da UFMG e pesquisador do CNPq. É autor de obras como As universidades e o regime militar. Cultura política brasileira e modernização autoritária (2014), Jango e o golpe de 1964 na caricatura (2006) e Em guarda contra o perigo vermelho: o anticomunismo no Brasil (2002).

O tema da entrevista é as origens do anticomunismo no Brasil e seus desdobramentos até o presente. 

Rodrigo Patto

JK e os 50 anos em 5

Lucília de Almeida Neves

Lucília de Almeida Neves Delgado é professora titular da PUC-MG,  da UFMG e pesquisadora colaboradora sênior na UnB. Cidadã honorária da cidade de Belo Horizonte, foi pró-reitora de Graduação da UFMG, presidente da Associação Brasileira de História Oral e vice-presidente da Anpuh.

É autora de obras como: Comando Geral dos trabalhadores no Brasil (1961-1964) (1986); Tancredo Neves: a trajetória de um liberal (em conjunto com Vera Alice Silva, 1985); PTB: do getulismo ao reformismo (1945-1964) (2011); Coleção O Brasil Republicano, 5 vol" (em conjunto com Jorge Ferreira, 2013) e História Oral: memória, tempo, identidades (2010). É pintora e poetisa, com os livros Noites Solares (2013), Amor e Asas (2004) e Jardim do Tempo (1999).

Neste episódio apresentamos um panorama de suas  pesquisas sobre o Comando Geral dos Trabalhadores, o PTB, o período entre 1945 e 1964, o governo JK, Plano de Metas e construção de Brasília e os efervescentes anos 50.

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Arte engajada e intelectuais de esquerda

Marcos Napolitano

Marcos Napolitano

Marcos Napolitano titular de História do Brasil Independente e docente-orientador no Programa de História Social da USP. É assessor ad-hoc da FAPESP e do CNPq. É autor de obras como: Coração Civil: a vida cultural brasileira sob o regime militar (1964-1985) - Ensaio Histórico (2017); 1964: História do Regime Militar Brasileiro (2014); A síncope das idéias: A questão da tradição na música popular brasileira (2007) e Seguindo a canção: engajamento político e indústria cultural na MPB (1959/1969) (2001).

O tema da entrevista é a arte engajada, a indústria cultural, cultura e música na época da ditadura. Além de novas formas de engajamento e contestação no campo da música. 

Militares e política no Brasil República

João Roberto Martins Filho

O professor João Roberto Martins Filho é , especialista em Forças Armadas no Brasil, sobretudo nas as suas disputas internas durante o período da ditadura militar.

É João Martins é professor titular sênior do Departamento de Ciências Sociais da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). Criou e coordenou, de 1996 a 2016, o Arquivo de Política Militar Ana Lagôa da UFSCar e foi o primeiro presidente da Associação Brasileira de Estudos de Defesa (2005-2008). Ocupou a cátedra Rio Branco em Relações Internacionais, patrocinada pela Capes e pelo Itamaraty, no King´s College, Londres (2014) e por duas vezes a Cátedra Rui Barbosa de Estudos Brasileiros na Universidade de Leiden, Holanda (2015 e 2018).

É autor de obras como: "O palácio e a caserna: a dinâmica militar das crises políticas na ditadura, 1964-69" (2019);, "Segredos de Estado: o governo britânico e a tortura no Brasil, 1968-1976" (2019);, "O palácio e a caserna - A dinâmica militar das crises políticas na ditadura" (1995); e "Movimento estudantil e ditadura militar, 1964-68" (1987).

A entrevista aborda a relação entre militares e política ao longo do Brasil republicano, bem como discute a dinâmica e os conflitos ideológicos entre os grupos que disputaram o setores que pleiteavam o poder durante a ditadura militar. Por fim, estabelece uma correlação entre  com o processo de transição democrática e que ocorreu no nosso país com o fim da ditadura e relaciona com a conjuntura atual.

João Roberto Martins Filho

O Governo João Goulart e a crise 1964

Jorge Ferreira

Jorge Ferreira

Jorge Ferreira é professor titular de História do Brasil República  da  UFF, professor credenciado no Programa de Pós-Graduação em História da UFJF e pesquisador do CNPq. É autor das obras: Coleção O Brasil Republicano, 5vl (junto com Lucilia de Almeida Neves Delgado); 1964: O golpe que derrubou um presidente, pôs fim ao regime democrático e instituiu a ditadura no Brasil (junto com Angela de Castro Gomes, 2014); João Goulart. Uma biografia (2011); Trabalhadores do Brasil. O imaginário popular (1930-1945); (2011) e  O imaginário trabalhista. Getulismo, PTB e cultura política popular (1945-1964) (2005).

Conversamos sobre as narrativas a respeito do governo de João Goulart, a imagem do ex-presidente  e o golpe civil-militar de 1964.

Ditadura civil-militar, sociedade, esquerdas e memória 

Daniel Aarão Reis

Daniel Aarão é professor titular de História Contemporânea da UFF e pesquisador do CNPq. É autor de obras como: A revolução que mudou o mundo. Rússia, 1917 (2017); Luís Carlos Prestes, um revolucionário entre dois mundos (1° lugar do Prêmio Jabuti, como Melhor Biografia, 2014); A revolução faltou ao encontro (1990); e De volta à estação Finlândia. Crônica de uma viagem ao socialismo perdido(1993).

O tema da entrevista é a história e a historiografia do golpe civil-militar de 1964, o papel das esquerdas, a luta armada, a abertura e as ameaças à democracia no Brasil contemporâneo.

Daniel Aarão Reis

Militares e a “Utopia Autoritária"

Carlos Fico

Carolos Fico

Carlos Fico é professor titular de História do Brasil do Instituto de História da UFRJ e pesquisador do CNPq. Foi coordenador da Área de História da Capes (2011-2018); criou o Centro Nacional de Referência Historiográfica na UFOP, juntamente com Ronald Polito; foi “Cientista do Nosso Estado” da FAPERJ (2oo3-2006); e recebeu o Prêmio Sergio Buarque de Holanda de Ensaio Social da Biblioteca Nacional em 2008.

É autor de obras como: O golpe de 1964: momentos decisivos (2014); O grande irmão: da Operação Brother Sam aos anos de chumbo. O governo dos Estados Unidos e a ditadura militar brasileira (2008); e Além do golpe: versões e controvérsias sobre 1964 e a ditadura militar (2004).

O tema da entrevista é a sua pesquisa sobre o golpe de 1964 no Brasil e o papel dos Estados Unidos, bem como o conceito de utopia autoritária para se pensar o período da ditadura militar brasileira. 

As contradições e impasses da Nova República 

Francisco Carlos Teixeira

Francisco Carlos Teixeira  é professor emérito do Programa de Pós-Graduação em Ciências Militares, da ECEME/Ministério da Defesa e pesquisador do CNPq. É detentor das medalhas do Mérito Naval, de Amigo da Marinha, da Ordem de Tamandaré, da Vitória na Segunda Guerra Mundial e do Pacificador.

Igualmente é professor titular de História Moderna e Contemporânea da UFRJ, titular do Programa de Pós-Graduação de Ciências Sociais em Desenvolvimento, Agricultura e Sociedade da UFRRJ e membro dos Comitês Pro-África e Pro-Sul do CNPq. Foi professor visitante em diversas Universidades no exterior, como na Alemanha, Itália e Noruega.

É autor de obras como Atlântico, a história de um oceano, tendo recebido o Prêmio Jabuti de 2014 de melhor livro do ano (organizado com Francisco Eduardo Alves de Almeida e Karl Schurster), Enciclopédia de Guerras e Revoluções do Século XX (2004) e O Século Sombrio (2004).

O tema da entrevista é o processo de transição da ditadura para a democracia, a anistia, a Constituição de 1988, o panorama cultural daquele momento e a participação popular em todo o período. 

Francisco Carlos Teixeira da Silva