Entrevistas Especiais

Aqui estão reunidas 14 entrevistas especiais com reconhecidos pesquisadores brasileiros a respeito de temas importantes da nossa história republicana. 

Projeto realizado durante o ano de 2020 sob a coordenação das professoras Karla Carloni, do Brasil Republicano, e Andréa Casa Nova Maia, do laboratório IMAM - Imagem, Metrópole, Arte e Memória da UFRJ.

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A dinâmica política na Primeira República

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Claudia Viscardi

Cláudia Maria Ribeiro Viscardi é  professora titular do departamento de História da UFJF, pesquisadora do CNPq e da FAPEMIG.

Publicou  livros como Unidos perderemos: a construção do federalismo republicano brasileiro" (2017); A República revisitada: construção e consolidação do projeto republicano brasileiro (junto com José Almino Alencar) (2016);  e O Teatro das Oligarquias: uma revisão da política do café com leite (2001).

O tema da entrevista é a dinâmica política durante a Primeira República (1889-1930), o federalismo, os conceitos históricos acerca do período e sua relação com as disputas políticas do Brasil contemporâneo. 

Movimento Operário na Primeira República

Claudio Batalha
Graduação em História pela UFF, doutor em História pela Université de Paris 1 Panthéon Sorbonne, e, atualmente, professor do Departamento de História da Universidade Estadual de Campinas, na qual também integra o Centro de Pesquisa em História Social da Cultura - CECULT. Tem experiência de pesquisa na área de História Social do Trabalho, com inúmeras pesquisas voltadas para os seguintes temas: movimento operário, mutualismo, sindicalismo no Brasil e na França nos séculos XIX e XX, trabalhadores e sistema eleitoral no final do Império e na Primeira República. É autor de diversos artigos e livros, dos quais destacamos: O movimento operário na Primeira República (2000); Sociedades Operárias e Mutualismo (1999);  organização do Dicionário do Movimento Operário - Rio de Janeiro do século XIX aos anos 1920: militantes e organizações, (2009); e organização, com Teixeira da Silva e Alexandre Fortes, de Culturas de classe: Identidade e diversidades na formação do operariado" (2004). 

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Claudio Batalha

O Pós-Abolição no Brasil

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Martha Campos Abreu

Martha é professora  titular do Instituto de História da UFF, foi professora visitante na UNIRIO e é pesquisadora  CNPq . Coordena, com Hebe Matos e Keila Grinberg, o projeto Passados Presentes: memória da escravidão no Brasil

É autora de obras como: Da Senzala ao Palco: canções escravas e racismo nas Américas, 1870-1930 (2017), O Império do Divino: Festas Religiosas e Cultura Popular no Rio de Janeiro, 1830-1900 (1997) e  'Meninas Perdidas': Os Populares e O Cotidiano do Amor No Rio de Janeiro da Belle Époque (1989).

A entrevista é sobre o campo de estudos do pós-abolição no Brasil e os seus  desafios.

Martha Abreu

O Modernismo Brasileiro

Mônica Velloso

Graduação em História Econômica Geral e do Brasil pela Universidade Federal Fluminense, onde também realizou seu mestrado. Tendo seu doutorado em História Econômica pela Universidade de São Paulo e estágio pós-doutoral pela Universidade de Lisboa, entre 2002 e 2003. Atualmente é professor associado da Universidade Federal Fluminense. Tem experiência na área de História, com ênfase em História Econômica do Brasil Colonial e Império, nos séculos XVIII e XIX. É pesquisador do CNPq. Dentre as suas publicações, destacamos: A presença Inglesa nas finanças e no comércio no Brasil Imperial: os casos da Sociedade Bancária Mauá, MacGregor & Cia. e da firma inglesa Samuel Phillips & Cia., publicado em São Paulo pela Editora Alameda, em 2012; junto com Luiz Fernando Saraiva, Crédito & descrédito: relações sociais de empréstimos na América - séculos XVIII e XX,  publicado pela Eduff, em 2018;  e com Matias Sampaio, Ramificações Ultramarinas: sociedades comerciais no âmbito do atlântico luso: século XVIII, publicado pela Editora Mauá, em 2017. 

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Mônica Pimentel Veloso

Feminismos e Intelectuais na Primeira República

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Magali Engel

Magali Gouveia Engel

Magali Gouveia Engel é professora Visitante do Programa de Pós-Graduação em História UFBA,  pesquisadora do CNPq e associada da UERJ. Também foi professora da UFF.

É autora de obras como Os delírios da razão: médicos, loucos e hospícios (Rio de Janeiro, 1830-1930) (2001) e Meretrizes e Doutores: Saber Médico e Prostituição No Rio de Janeiro (1840-1890) (1989).

O tema da entrevista é o feminismo negro, a relação entre Lima Barreto e o feminismo na Primeira República e as questões atuais sobre gênero e direitos sociais no Brasil contemporâneo. 

A República e a Crise de 1920

Marieta de Moraes Ferreira

Marieta de Moraes Ferreira é professora emérita do Instituto de História da UFRJ, pesquisadora sênior do CPDOC, coordenadora do Programa FGV - Ensino Médio e editora executiva da Editora da FGV. É pesquisadora do CNPq e consultora ad-hoc CAPES e da FAPERJ. Foi professora Titular e Diretora do CPDOC/FGV.

É autora de obras como: Usos e abusos da História Oral (1996), Em busca da Idade do Ouro: as elites políticas fluminenses na Primeira República, 1889-1930  (1994), Rio de Janeiro: uma cidade na história (2000) e A História como Ofício – A constituição de um campo disciplinar. (2013).

Conversamos sobre os anos 1920, cultura e política. As artes, a exposição para o centenário da independência, as reformas na cidade do Rio com o arrasamento final do Morro do Castelo, a fundação do Partido Comunista, o centro Dom Vital, a Reação Republicana e seus desdobramentos na Revolução de 30.

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Marieta de Moraes Ferreira

A Revolução de 1930 

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Lúcia Lippi

Lúcia Maria Lippi Oliveira é pesquisadora e professora associada da FGV. Foi coordenadora de pesquisa e diretora do CPDOC/FGV. É autora de livros como Nós e eles: relações culturais entre brasileiros e imigrantes (2006), A questão nacional na Primeira República (1990) e Elite Intelectual e Debate Político Nos Anos 30, Uma Bibliografia Comentada (1980).

O tema da entrevista é a Revolução de 1930. A natureza do movimento que instaurou o governo de Getúlio Vargas e uma análise do pensamento político brasileiro à época.

Lucia Lippi

O Estado Novo, corporativismo e pensamento autoritário

Angela de Castro Gomes

Angela de Castro Gomes é professora titular de História do Brasil Contemporâneo da UFF, professora visitante sênior da UNIRIO e pesquisadora do CNPq. Foi professora titular e coordenadora de pesquisa do CPDOC/FGV. É autora de obras como Burguesia e Trabalho: política e legislação social no Brasil (1917-1937) (2014), 1964: o golpe que derrubou um presidente, pôs fim ao regime democrático e instituiu a ditadura no Brasil com Jorge Ferreira (2014) e A invenção do Trabalhismo (1988).

O tema da entrevista é o Estado Novo, o caráter autoritário do regime instaurado em novembro de 1937, a estrutura corporativista e a relação do governo com os trabalhadores. 

Angela de Castro Gomes
Angela de Castro Gomes

Anticomunismo no Brasil ontem e hoje

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Rodrigo Patto Sá Motta

O professor Rodrigo Patto Sá Motta é professor titular de História Contemporânea da UFMG e pesquisador do CNPq. É autor de obras como As universidades e o regime militar. Cultura política brasileira e modernização autoritária (2014), Jango e o golpe de 1964 na caricatura (2006) e Em guarda contra o perigo vermelho: o anticomunismo no Brasil (2002).

O tema da entrevista é as origens do anticomunismo no Brasil e seus desdobramentos até o presente. 

Rodrigo Patto

JK e os 50 anos em 5

Lucília de Almeida Neves

Lucília de Almeida Neves Delgado é professora titular da PUC-MG,  da UFMG e pesquisadora colaboradora sênior na UnB. Cidadã honorária da cidade de Belo Horizonte, foi pró-reitora de Graduação da UFMG, presidente da Associação Brasileira de História Oral e vice-presidente da Anpuh.

É autora de obras como: Comando Geral dos trabalhadores no Brasil (1961-1964) (1986); Tancredo Neves: a trajetória de um liberal (em conjunto com Vera Alice Silva, 1985); PTB: do getulismo ao reformismo (1945-1964) (2011); Coleção O Brasil Republicano, 5 vol" (em conjunto com Jorge Ferreira, 2013) e História Oral: memória, tempo, identidades (2010). É pintora e poetisa, com os livros Noites Solares (2013), Amor e Asas (2004) e Jardim do Tempo (1999).

Neste episódio apresentamos um panorama de suas  pesquisas sobre o Comando Geral dos Trabalhadores, o PTB, o período entre 1945 e 1964, o governo JK, Plano de Metas e construção de Brasília e os efervescentes anos 50.

Lucilia de Almeida Neves
Lucilia de Almeida Neves Delgado (1)

Pensamento Econômico Desenvolvimentista e a CEPAL

Carlos Gabriel Guimarães

Graduação em História Econômica Geral e do Brasil pela Universidade Federal Fluminense, onde também realizou seu mestrado. Tendo seu doutorado em História Econômica pela Universidade de São Paulo e estágio pós-doutoral pela Universidade de Lisboa, entre 2002 e 2003. Atualmente é professor associado da Universidade Federal Fluminense. Tem experiência na área de História, com ênfase em História Econômica do Brasil Colonial e Império, nos séculos XVIII e XIX. É pesquisador do CNPq. Dentre as suas publicações, destacamos: A presença Inglesa nas finanças e no comércio no Brasil Imperial: os casos da Sociedade Bancária Mauá, MacGregor & Cia. e da firma inglesa Samuel Phillips & Cia., publicado em São Paulo pela Editora Alameda, em 2012; junto com Luiz Fernando Saraiva, Crédito & descrédito: relações sociais de empréstimos na América - séculos XVIII e XX,  publicado pela Eduff, em 2018;  e com Matias Sampaio, Ramificações Ultramarinas: sociedades comerciais no âmbito do atlântico luso: século XVIII, publicado pela Editora Mauá, em 2017. 

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Carlos Gabriel Guimarães

Arte engajada e intelectuais de esquerda

Marcos Napolitano
Marcos Napolitano

Marcos Napolitano

Marcos Napolitano titular de História do Brasil Independente e docente-orientador no Programa de História Social da USP. É assessor ad-hoc da FAPESP e do CNPq. É autor de obras como: Coração Civil: a vida cultural brasileira sob o regime militar (1964-1985) - Ensaio Histórico (2017); 1964: História do Regime Militar Brasileiro (2014); A síncope das idéias: A questão da tradição na música popular brasileira (2007) e Seguindo a canção: engajamento político e indústria cultural na MPB (1959/1969) (2001).

O tema da entrevista é a arte engajada, a indústria cultural, cultura e música na época da ditadura. Além de novas formas de engajamento e contestação no campo da música. 

Militares e política no Brasil República

João Roberto Martins Filho

O professor João Roberto Martins Filho é , especialista em Forças Armadas no Brasil, sobretudo nas as suas disputas internas durante o período da ditadura militar.

É João Martins é professor titular sênior do Departamento de Ciências Sociais da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). Criou e coordenou, de 1996 a 2016, o Arquivo de Política Militar Ana Lagôa da UFSCar e foi o primeiro presidente da Associação Brasileira de Estudos de Defesa (2005-2008). Ocupou a cátedra Rio Branco em Relações Internacionais, patrocinada pela Capes e pelo Itamaraty, no King´s College, Londres (2014) e por duas vezes a Cátedra Rui Barbosa de Estudos Brasileiros na Universidade de Leiden, Holanda (2015 e 2018).

É autor de obras como: "O palácio e a caserna: a dinâmica militar das crises políticas na ditadura, 1964-69" (2019);, "Segredos de Estado: o governo britânico e a tortura no Brasil, 1968-1976" (2019);, "O palácio e a caserna - A dinâmica militar das crises políticas na ditadura" (1995); e "Movimento estudantil e ditadura militar, 1964-68" (1987).

A entrevista aborda a relação entre militares e política ao longo do Brasil republicano, bem como discute a dinâmica e os conflitos ideológicos entre os grupos que disputaram o setores que pleiteavam o poder durante a ditadura militar. Por fim, estabelece uma correlação entre  com o processo de transição democrática e que ocorreu no nosso país com o fim da ditadura e relaciona com a conjuntura atual.

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João Roberto Martins Filho

O Governo João Goulart e a crise 1964

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Jorge Ferreira

Jorge Ferreira

Jorge Ferreira é professor titular de História do Brasil República  da  UFF, professor credenciado no Programa de Pós-Graduação em História da UFJF e pesquisador do CNPq. É autor das obras: Coleção O Brasil Republicano, 5vl (junto com Lucilia de Almeida Neves Delgado); 1964: O golpe que derrubou um presidente, pôs fim ao regime democrático e instituiu a ditadura no Brasil (junto com Angela de Castro Gomes, 2014); João Goulart. Uma biografia (2011); Trabalhadores do Brasil. O imaginário popular (1930-1945); (2011) e  O imaginário trabalhista. Getulismo, PTB e cultura política popular (1945-1964) (2005).

Conversamos sobre as narrativas a respeito do governo de João Goulart, a imagem do ex-presidente  e o golpe civil-militar de 1964.

Movimento estudantil

Maria Paula Nascimento Araujo

Professora titular de História Contemporânea da Universidade Federal do Rio de Janeiro, possui graduação em História pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, mestrado em História pela Universidade Federal Fluminense, doutorado em Ciência Política pelo Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro, o antigo IUPERJ. Com estágio pós-doutoral no Instituto de Desarrollo Económico y Social (IDES), na Argentina, em 2007. E também estágio pós-doutoral sênior no Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, onde atuou como investigadora visitante, desenvolvendo pesquisas sobre a transição política portuguesa, em 2015. É coordenadora do Núcleo de História Oral e Memória do Instituto de História da UFRJ. Autora de  livros e artigos, dos quais destacamos: Memórias Estudantis: da fundação da UNE aos nossos dias (2007); A utopia fragmentada: as novas esquerdas no Brasil e no mundo na década de 1970 (2000); e co-organizadora de 1968 - 40 anos depois: história e memória  (2009).

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Maria Paula Araujo

Ditadura civil-militar, sociedade, esquerdas e memória 

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Daniel Aarão Reis

Daniel Aarão Reis

Daniel Aarão é professor titular de História Contemporânea da UFF e pesquisador do CNPq. É autor de obras como: A revolução que mudou o mundo. Rússia, 1917 (2017); Luís Carlos Prestes, um revolucionário entre dois mundos (1° lugar do Prêmio Jabuti, como Melhor Biografia, 2014); A revolução faltou ao encontro (1990); e De volta à estação Finlândia. Crônica de uma viagem ao socialismo perdido(1993).

O tema da entrevista é a história e a historiografia do golpe civil-militar de 1964, o papel das esquerdas, a luta armada, a abertura e as ameaças à democracia no Brasil contemporâneo.

Militares e a “Utopia Autoritária"

Carolos Fico

Carlos Fico é professor titular de História do Brasil do Instituto de História da UFRJ e pesquisador do CNPq. Foi coordenador da Área de História da Capes (2011-2018); criou o Centro Nacional de Referência Historiográfica na UFOP, juntamente com Ronald Polito; foi “Cientista do Nosso Estado” da FAPERJ (2oo3-2006); e recebeu o Prêmio Sergio Buarque de Holanda de Ensaio Social da Biblioteca Nacional em 2008.

É autor de obras como: O golpe de 1964: momentos decisivos (2014); O grande irmão: da Operação Brother Sam aos anos de chumbo. O governo dos Estados Unidos e a ditadura militar brasileira (2008); e Além do golpe: versões e controvérsias sobre 1964 e a ditadura militar (2004).

O tema da entrevista é a sua pesquisa sobre o golpe de 1964 no Brasil e o papel dos Estados Unidos, bem como o conceito de utopia autoritária para se pensar o período da ditadura militar brasileira. 

Carlos Fico
Carlos Fico

Anistia política

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Carla Rodeghero

Graduada em História pela Universidade de Passo Fundo, mestrado e doutorado em História pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. É professora titular da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Realizou estágio de Pós-Doutorado junto ao CPDOC da Fundação Getúlio Vargas. Foi professora visitante da Ca'Foscari Università di Venezia, na Itália. Da sua produção, destacamos os livros: O imaginário anticomunista da Igreja Católica no Rio Grande do Sul" (2003); Anistia ampla, geral e irrestrita: História de uma luta inconclusa (2011);  o capítulo de livro "Anistia de 1979: Um levantamento bibliográfico à luz de algumas efemérides", publicado no livro que a Tatyana do Amaral Maia e Amanda Simões Fernandes organizaram, Anistia: um passado presente (2020). 

As contradições e impasses da Nova República 

Francisco Carlos Teixeira

Francisco Carlos Teixeira  é professor emérito do Programa de Pós-Graduação em Ciências Militares, da ECEME/Ministério da Defesa e pesquisador do CNPq. É detentor das medalhas do Mérito Naval, de Amigo da Marinha, da Ordem de Tamandaré, da Vitória na Segunda Guerra Mundial e do Pacificador.

Igualmente é professor titular de História Moderna e Contemporânea da UFRJ, titular do Programa de Pós-Graduação de Ciências Sociais em Desenvolvimento, Agricultura e Sociedade da UFRRJ e membro dos Comitês Pro-África e Pro-Sul do CNPq. Foi professor visitante em diversas Universidades no exterior, como na Alemanha, Itália e Noruega.

É autor de obras como Atlântico, a história de um oceano, tendo recebido o Prêmio Jabuti de 2014 de melhor livro do ano (organizado com Francisco Eduardo Alves de Almeida e Karl Schurster), Enciclopédia de Guerras e Revoluções do Século XX (2004) e O Século Sombrio (2004).

O tema da entrevista é o processo de transição da ditadura para a democracia, a anistia, a Constituição de 1988, o panorama cultural daquele momento e a participação popular em todo o período. 

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Francisco Carlos Teixeira da Silva

O acesso à terra no Brasil

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Mário Grynszpan

Mario Grynszpan

Doutor em Antropologia Social pelo Museu Nacional da UFRJ e tem Pós-Doutorado pela École des Hautes Études en Sciences Sociales (EHESS). É professor associado do Departamento e do Programa de Pós-Graduação em História da UFF, tendo sido também pesquisador e professor do Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil (CPDOC) da Fundação Getúlio Vargas, onde coordenou o Programa de Pós-Graduação em História, Política e Bens Culturais de 2003 a 2007. Destacamos dentre as suas publicações: Ciência, política e trajetórias sociais: Uma sociologia histórica da teoria das elites (1999); A trajetória e pensamento das Elites do Agronegócio de São Paulo: Depoimentos ao CPDOC (2016);  juntamente com a professora Dulce Pandolfi, organizou A Favela Fala: Depoimentos ao CPDOC (2003); e com Pandolfi e outros autores publicou Cidadania, Justiça e Violência (999).  

História e relações de gênero

Joana Maria Pedro

Graduação em História pela Universidade do Vale do Itajaí, mestrado em História pela Universidade Federal de Santa Catarina, doutorado em História Social pela Universidade de São Paulo e atualmente é professora titular de História da Universidade Federal de Santa Catarina. Fez pós-doutorado na França, na Université d’Avignon, entre 2001 e 2002, e também nos Estados Unidos, na Brown University, entre 2016 e 2017. Foi presidenta da ANPUH, na gestão 2017-2019. E está como professora permanente do Programa de Pós-Graduação em História e do Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar em Ciências Humanas da UFSC. É também pesquisadora do IEG – Instituto de Estudos de Gênero e do LEGH – Laboratório de Estudos de Gênero e História. É pesquisadora 1A do CNPq.  Dentre seus trabalhos, destacamos: Nova História das Mulheres no Brasil, organizado com Carla Bassanezi Pinsky (2012); com Jair Zandonna organizou Feminismos e Democracia (2019); e o “Dossiê: história das mulheres, das relações de gênero e das sexualidades dissidentes”, organizado com Pilar Domínguez Prats,  e publicado pela Revista de Estudos Ibero Americanos (2021). 

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Joana Maria Pedro

A luta por Políticas Públicas para as Mulheres

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Hildete Hermes de Araujo

Hildete Pereira de Melo Hermes de Araujo

Graduação em Economia na Faculdade de Ciências Econômicas pela Universidade Federal da Paraíba, Curso de Especialização em Desenvolvimento Econômico pela Université de Toulouse (França), mestrado em Engenharia de Produção pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e doutorado em Economia da Indústria e da Tecnologia também pela UFRJ. Desde 1972 é professora da Universidade Federal Fluminense. Foi diretora financeira do Centro Internacional Celso Furtado de Políticas para o Desenvolvimento (2004-2007); foi cedida à Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República em 2009 a 2010 e depois de 2012 a 2014. Na década de 1970, junto a outras companheiras de PCB, Hildete criou um grupo de trabalho sobre o papel da mulher. Em 1976, entrou para o Centro da Mulher Brasileira, criado no ano anterior com o objetivo de refletir sobre a condição da mulher na sociedade. Em 1982, fundou o PMDB Mulher e foi membro efetivo do Conselho Nacional dos Direitos da Mulher, vinculado ao Ministério da Justiça (1985-89).  Dentre suas obras, destacamos: “Mulheres e Poder, Histórias, Ideias e Indicadores”, produzida com Débora Thomé (2018); em organização com Lorena Lima de Moraes, A Arte de tecer o tempo: perspectivas feministas (2020); em colaboração com diversos autores, Mulheres na Política – Tecendo Redes: Escrevendo Histórias, Transformando a realidade (2016); organização do livro Maria da Conceição Tavares – Vida, ideias, teorias e políticas (2019; Tempos e Memórias – Movimento Feminista no Brasil (2010).

História, Cidadania e a Comunidade LGBTIQ

Benito Schmidt

Licenciado, bacharel e mestre em História pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Doutor em História Social do Trabalho pela UNICAMP, atualmente é professor titular do Departamento e do Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Também integra o corpo docente do mestrado profissional em Ensino de História, PROFHIST.  Foi Maître de Conférences na École des Hautes Études en Sciences Sociales - EHESS, Paris (2005 e 2011). Foi titular da Cátedra Simón Bolívar do Institut des Hautes Études de l'Amérique Latine - IHEAL (Université Paris 3 - Sorbonne Nouvelle) de janeiro a maio de 2014. Dentre suas diversas publicações, destacamos: Em busca da terra da promissão - A história de dois líderes socialistas, (2004); com Ângela de Castro Gomes, organizou Memórias e Narrativas Autobiográficas (2009); Fazendo História Pública (2021), organizado com Jurandir Malerba; Clio sai do armário: Historiografia LGBTQIA+, organizado com Rita de Cássia Colaço e Elias Ferreira Vera (2021). 

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Benito Schmidt

Movimento Negro na República

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Amilcar Pereira

Amilcar Pereira

Bacharel e licenciado em História pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), mestre em Ciências Sociais pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e doutor em História pela Universidade Federal Fluminense (UFF). Fez Pós-Doutorado nas áreas de Educação e História na Columbia University, em Nova York, nos Estados Unidos (2015-2016) e é professor da Faculdade de Educação, do Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGE) e do Programa de Pós-Graduação em Ensino de História (ProfHistória) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Dentre seus diversos trabalhos, destacamos: Narrativas de (re)existência: Antirracismo, História e Educação, (2021); Paulo Silva: um contraponto nas relações raciais no Brasil,(2021); e com  diversos autores, escreveu História oral e educação antirracista: narrativas, estratégias e potencialidades (2021). 

A questão indígena do Brasil Contemporâneo

Juciene Pereira

Graduação em História pela Universidade Estadual da Paraíba, mestrado em História do Brasil pela Universidade Federal de Pernambuco, doutorado em História pela Universidade Federal de Pernambuco e no exterior pela Universidade de Porto, em Portugal. E pós-doutorado também na Universidade Nova de Lisboa. Atualmente, é professora associada da Universidade Federal de Campina Grande, Paraíba e do Programa de Pós-Graduação em História da mesma universidade. Foi coordenadora do projeto Histórico Documental de âmbito nacional, catálogo geral de documentos de história indígena, escravidão negra no Brasil, pelo edital da Petrobrás Cultural.   Dentre seus trabalhos, destacamos: Os akroá e outros povos indígenas nas fronteiras do sertão. Políticas indígena e indigenista no norte da capitania de Goiás, atual Estado do Tocantins. Século XVIII (2006); em organização com diversos autores,  “Modos de Ver, Formas de Escrever (Anotações em torno da História da Educação e do Ensino de História) (2013); e juntamente com André de Almeida Rego, Novas Histórias dos Povos Indígenas no Brasil: territorialidades da escrita interdisciplinar indígena e não-indígena (2018). 

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Juciene Pereira

Crise e Impeachment de Fernando Collor de Mello

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Fernando Weltman

Fernando Weltman

Graduação em Ciências Sociais pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, mestrado em Sociologia e Antropologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e doutorado em Ciência Política (Ciência Política e Sociologia) pela Sociedade Brasileira de Instrução – SBI/IUPERJ. Atualmente é professor e pesquisador do Departamento de Ciência Política do Instituto de Ciências Sociais da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPCIS) da UERJ. Dentre seus diversos trabalhos, destacamos: A Política Domesticada: Afonso Arinos e o Colapso da Democracia em 1964 (2005); A deriva: crônicas da inconstância política e outros vícios (2019); e junto com outros autores, Mídia e política no Brasil: jornalismo e ficção” (2003).

A Era Lula e o Impeachment de Dilma Rousseff

Dulce Pandolfi

Graduação em ciências sociais pela Universidade Federal Fluminense, mestrado em Ciência Política pelo Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro, o antigo IUPERJ, e doutorado pela Universidade Federal Fluminense. Foi pesquisadora e professora da Fundação Getúlio Vargas atuando tanto na graduação quanto na pós-graduação. Foi diretora do IBASE, Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas, entre 2004 e 2011. Foi conselheira regional da Sociedade Brasileira do Progresso para a Ciência SBPC e professora da Pontifícia Universidade Católica do Rio e da Universidade Cândido Mendes. De 2012 a 2015 foi diretora do Centro Internacional Celso Furtado de Políticas para o Desenvolvimento. A partir de 2018, é membro do Conselho Consultivo da Action ActionAID e atualmente atua em diversas ações da Universidade da Cidadania. Dentre seus diversos livros, destacamos Repensando o Estado Novo (1999); Cidadania, Violência e Justiça (1999); em organização com outros autores, A república no Brasil, (2002). 

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Dulce Pandolfi

Cidadania no Brasil Contemporâneo

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Américo Freire

Américo Freire

Pesquisador do Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil (CPDOC), da Fundação Getúlio Vargas e professor titular da Escola de Ciências Sociais e do Programa de Pós-graduação em História, Política e Bens Culturais da mesma instituição. Realizou seu mestrado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e doutorado em História Social também pela UFRJ. Além disso, é Pós-Doutor pelo Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa (ISCTE), Lisboa. Entre seus livros, destacam-se: Frei Betto: Bibliografia, escrito juntamente com Evanize Sydow (2016); Uma capital para a República: poder federal e forças políticas locais no Rio de Janeiro na virada para o século XX (2000); Sinais trocados: o Rio de Janeiro e a República brasileira, (2012); e Democracia brasileira em foco: historiografia, atores e proposições (2019).

O Bolsonarismo e o Pensamento Conservador Autoritário

Renato Lessa

Graduado em Ciências Sociais pela Universidade Federal Fluminense e mestre e Doutor em Ciência Política pelo Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro, o antigo IUPERJ. Realizou estágios de Pós-doutorado na American University; na Universidade de Lisboa; na École des Hautes Etudes en Sciences Sociales; na Universidade do Piemonte Oriental; e na Universidade de Paris IV – Sorbonne, por duas vezes. Atualmente, é professor de Filosofia Política do Programas de Pós-Graduação em Direito e Filosofia, PUC Rio. Investigador Associado do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa e coordenador do Centro Primo Levi no Rio de Janeiro. Da produção destacamos: A invenção republicana: Campos Sales, as bases e a decadência da Primeira República Brasileira (2015); Presidencialismo de animação: ensaios sobre a política brasileira, 1993-2006 (2006); Agonia, Aposta e Ceticismo: ensaios de filosofia política (2003); e Veneno Pirrônico: Ensaios sobre o Ceticismo (1997). 

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Renato Lessa

Gênero, Raça e Classe: demarcadores sociais no Brasil Contemporâneo

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Lilia Schwartz

Lilia Schwarcz

Graduação em História pela USP, mestrado em Antropologia Social pela UNICAMP, doutorado e livre docência em Antropologia Social pela USP. É professora Sênior da USP, e Global Scholar e Professora/Pesquisadora visitante em Princeton. Foi professora visitante e pesquisadora nas Universidades de Leiden, Oxford, Brown, Columbia e École des Hautes Études en Science Sociales.  Além disso, é autora de inúmeros livros. Destacamos: Retrato branco e negro (1998); O espetáculo das raças (1993); As Barbas do Imperador (1998); Na era das certezas (2002); A longa viagem da biblioteca dos reis (2002); O sol do Brasil (2008); com André Botelho organizou "Um enigma chamado Brasil (2009); Brasil: Uma biografia, produzido com Heloisa Starling (2015); Lima Barreto triste visionário (2017); O Autoritarismo Brasileiro", (2018); A Bailarina da Morte, produzido com Heloisa Starling (2020); O Volume 4 da História da Vida Privada no Brasil (1999); História do Brasil Nação  em 6 volumes que também (2011); com Flavio Gomes publicou O Dicionário da Escravidão e da Liberdade (2018); e Enciclopédia Negra, produzido com Flavio Gomes e Jaime Lauriano (2021).